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sexta-feira, 10 de julho de 2020

JESUS E A QUARENTENA

Jesus é o único Deus que habita na quarentena.

 #Editora Concórdia

Jesus fez das quarentenas soberanias celestiais.

Jesus é o único Deus que habita na quarentena


Amigos leitores: na Palestina do tempo de Jesus havia enfermos que sofriam muito mais em razão das feridas religiosas e sociais do que das próprias doenças em si, isto é, as mazelas estavam paramentadas pela exclusão da convivência familiar, social e religiosa. As pessoas estavam sentenciadas ao descaso e à disparidade. Como por exemplo: a cura de dez leprosos: “Que ficaram de longe e lhe gritaram, dizendo: Jesus, Mestre, compadece-te de nós!” (Lc 17.13). O leproso era obrigado por lei a manter distância, consequentemente, para evitar o contato acidental, exigia-se que gritassem: “Imundo!” (Lv 13.45). O mundo bíblico só tinha como defesa contra a lepra, a quarentena: “Será imundo durante os dias em que a praga estiver nele; é imundo, habitará só; a sua habitação será fora do arraial” (Lv 13.46). Essa realidade era o cenário da ação do Filho de Deus. Jesus não fechava os olhos para a realidade, seus cuidados sempre foram estimulados pela compaixão e misericórdia pelos sofredores.
As paredes da quarentena sempre foram derrubadas pelo amparo de Jesus Cristo, tanto que os seus milagres, boa parte deles, foram de doentes recuperados. E cada cura era o sobrevir de seu reino, elas eram a predição que anunciavam a vitória acerca da doença e da finitude. O triunfo de Jesus Cristo sobre a enfermidade e a morte foi definitivamente apresentado ao ressuscitar três dias após sua morte. Jesus deu sua vitória para sua igreja de todos os tempos. Os milagres de Cristo, antes de serem evidências de seu poder, eram a confirmação de seu serviço em favor dos necessitados. A natureza de Jesus, pura e sem pecado, nunca foi imbuída de sinais sensacionalistas. No entanto, Jesus foi tentado pelo diabo, e seus adversários pediram que ele demonstrasse o seu poder; já crucificado, o desafiaram, ordenando que ele descesse da cruz, se era mesmo o Filho do Criador. Ao invés de buscar o engrandecimento pessoal e glórias particulares, Jesus exerceu o serviço humilde em prol dos homens. Cristo sempre esteve a favor do sofredor, o Senhor transformou quarentenas em extensos espaços do reino de Deus.
Irmãos: Jesus fez das quarentenas soberanias celestiais. Jesus Cristo habitou nas feridas de homens e mulheres de seu tempo, sua missão como Messias ocorreu sob a glória de Deus para os campos inférteis da dor e do pecado humano. Em conclusão, o Salvador não desampara o ser humano em tempo de quarentena, o ciclo da mesma é convidativo para o indivíduo perceber que a sabedoria do mundo não é absoluta, mas é importante ter esperança na Palavra. Somente Jesus é capaz de retirar o homem dos grilhões do abismo e conceder para ele perdão e salvação. “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1Jo 5.14). A cruz da quarentena fica leve com a vontade de Deus, de Jesus Cristo. Sendo assim, quarentena é tempo de orações, de hinos e louvores, isto é, dialogar com o único e suficiente Deus, Jesus Cristo. Quarentena, tendo Jesus como a pedra angular, é fonte de redenção e vida firmada na fé no verdadeiro Salvador.
Artur Charczuk
Pastor
São Leopoldo, RS 

quinta-feira, 9 de julho de 2020

LIBERDADE DE PENSAMENTO

O direito à liberdade de pensamento

O direito à liberdade de pensamento

 #Editora Concórdia

Se alguém se deixou convencer pelos modismos que andam por aí, siga seu caminho, mas respeite os que preferem viver e pensar do modo tradicional.

           Participava mensalmente de um grupo de pastores evangélicos na Cidade do Cabo, África do Sul, quando fui pastor lá por sete anos. Um dos temas que foi muito debatido durante certo tempo, foi a intenção do governo em interferir nas leituras bíblicas e pregações da igreja, no que diz respeito ao homossexualismo. Rumores corriam que, se um pastor se recusasse a fazer um casamento homossexual, ele poderia ser penalizado. Mudou o governo, parou esta conversa, pelo menos por enquanto.
         Na mesma época, ouvi que uma confeitaria nos Estados Unidos foi multada e ameaçada de ser fechada porque se recusara a fazer um bolo para um casamento homossexual.
       Os direitos dos LGBT foram exigidos em muitos países, e o que há algum tempo era tabu, virou moda. Pessoas famosas se assumiram e declaram publicamente na mídia suas preferências. A questão de gênero entrou nos currículos escolares, e houve uma verdadeira onda varrendo o mundo com essas ideias. Quem ousasse dizer algo contra era considerado retrógrado, se não discriminado.
          Isso foi ontem... Ah, se eu ousasse dizer algo contra!
          Hoje leio uma reportagem sobre a opinião do Papa emérito Bento XVI a respeito do assunto. Transcrevo assim como li:
          “Cem anos atrás, todo o mundo teria achado absurdo falar em casamento gay. Hoje, todo aquele que se opuser a ele é excomungado socialmente”, diz Bento XVI em um livro lançado esta semana na Alemanha (maio/2020). “O mesmo se aplica ao aborto e à criação de seres humanos em laboratório”, acrescenta o Papa emérito na entrevista que encerra a biografia Bento XVI – Uma Vida, com mais de mil páginas e escrita pelo jornalista Peter Seewald.
          Bento também expressa seu temor “do poder espiritual do anticristo” e assegura que a real ameaça à igreja vem de “uma ditadura mundial de ideologias aparentemente humanistas”. (Fonte: VATICAN MEDIA/REUTERS)
          Logicamente que ele já está sendo muito criticado, como era de esperar. Mas ele teve a coragem de dizer e de publicar o que cada cristão sincero na sua fé gostaria de dizer em alto e bom som, mas não diz com medo de “ser excomungado socialmente”, como disse o Papa.
        Não chamo isso de discriminação, pois a igreja não deveria discriminar ninguém. Mas chamo isso de um alerta para que a humanidade abra os olhos para uma realidade que está se tornando comum e aceita cada vez mais até por famílias chamadas “de bem”. É sagrado dever da igreja chamar os pecadores ao arrependimento, e consolar os arrependidos com o perdão de Cristo.
          O Papa fala também de “uma ditadura mundial de ideologias aparentemente humanistas”. Fiquei pensando no que está por trás desta afirmação. É interessante observar que pessoas, grupos e governos que exigem respeito à sua maneira de pensar, não respeitam o direito de alguém pensar diferente. No campo ético e político, desavenças surgem entre famílias e amigos por posicionamentos diferentes. Geralmente os da “nova guarda” (se assim os podemos chamar), não aceitam as ideias e atitudes da “velha guarda”. Não estou falando em idade cronológica, mas em termos de conceitos e princípios, como acima já mencionados. Se alguém se deixou convencer pelos modismos que andam por aí, siga seu caminho, mas respeite os que preferem viver e pensar do modo tradicional. Mas lembrem-se de que todos teremos que prestar contas a Deus. E se alguém está seguindo um caminho que é contrário à vontade de Deus, com certeza ele será achado em falta no dia do julgamento. Isso vale para todos nós, pois ninguém é perfeito. Mas se alguém deliberadamente segue ideologias anticristãs e se deixa dominar por estas ditaduras, ainda é tempo de repensar e voltar à graça de Jesus.
        O Papa Bento XVI, mesmo tendo renunciado ao seu posto, continua sendo um líder religioso e político reconhecido mundialmente. Podemos, como luteranos, ter nossas críticas a ele. Mas temos que concordar que a sua opinião a respeito destes assuntos deve ser levada em conta diante do contexto em que nós nos encontramos e em que estamos educando os nossos filhos e netos.
Carlos Walter Winterle
Pretória, RSA

terça-feira, 7 de julho de 2020

Racismo na cor da pele e no fundo do coração

Racismo na cor da pele e no fundo do coração

 #Editora Concórdia

O racismo é uma moléstia da sociedade que infecta todos os ambientes.

O racismo e a violência sempre andaram de mãos dadas. Hoje, as truculências deste casal pervertido estão sendo expostas ao mundo inteiro. E ainda bem. Mas e quando o racismo se une num relacionamento oculto? Por exemplo, um negro que busca emprego, qual a chance de conseguir? A pesquisa “Percepções sobre desigualdades no Brasil de 2019” constatou que, para 72% da população brasileira, a cor da pele define as chances de contratação por parte das empresas. E qual a expectativa de pessoas negras escaparem com vida no meio da violência urbana? A mesma pesquisa diz que para 81%, a raça define o nível de abordagem policial. Ou seja, a cor da pele ajuda ou atrapalha na hora que policiais violentos usam o seu “joelho” opressor com suas armas para impor respeito.

Nos últimos dias, o tema da discriminação racial tomou conta nas discussões, motivado pela brutalidade policial nos Estados Unidos e também no Brasil, cenas chocantes divulgadas na mídia. A crueldade contra George Floyd, com suas últimas palavras, “eu preciso respirar”, gerou grandes protestos contra o racismo, isso num país que ostenta com orgulho sua democracia, mas que sempre enfrentou enormes dificuldades no artigo “todos são iguais perante a lei”. Se a incoerência é gritante, a forma como Floyd foi morto chama a atenção. Enquanto o mundo corria desesperadamente atrás de respiradores mecânicos para salvar vidas, um homem da lei se unia ao vírus, sufocava um indefeso e tirava dele o sopro da vida. No Brasil não faltam histórias de jovens negros assassinados por policiais, a exemplo do menino carioca João Pedro, assassinado dentro do próprio lar na mesma época da morte de Floyd. No ano passado, 75% das pessoas mortas pela polícia brasileira eram negras. Isso confirma um dado injusto: jovens negros em nosso país têm 147% mais chances de serem assassinados do que brancos, amarelos e indígenas. Tem razão cruel a piada de mau gosto, que um branco correndo está fazendo exercício físico, um negro correndo está fugindo da polícia.
O racismo é uma moléstia da sociedade que infecta todos os ambientes. Até nos campos de futebol é comum as pessoas de origem africana e craques da bola serem chamadas de macacos. E nos nossos ambientes? Sem perceber, nosso linguajar e atitudes podem estar contaminados com palavras racistas: negro de alma branca, cor do pecado, negro, mas boa pessoa, serviço de preto... Essas e outras frases expõem um problema que não é apenas cultural, mas tem raízes naquilo que tentamos sufocar com o “joelho” da memória: nossa perversa natureza humana.
Mas e quando o racismo tem justificativa bíblica?   É a “maldição de Cam”, sustenta gente de igreja. Em Gênesis 9, tem a história do filho de Noé, que viu o pai embriagado e nu e chamou os irmãos para ver a situação vexatória. Depois que acordou, Noé lançou uma praga contra o filho: “Maldito seja Canaã (filho de Cam). Ele será escravo dos seus irmãos, um escravo miserável”. Diz a tradição que os descendentes de Canaã teriam ido para a África, onde se tornaram escravos devido a essa condição bíblica. Tal interpretação rasteira justificou a escravidão negra na América, tanto que certos padres e pastores também ganharam muito dinheiro com o comércio de escravos, a exemplo do reverendo John Newton, autor do famoso hino “Amazing Grace”, capitão de navio negreiro. Outra justificativa forçada, e porque não dizer cínica, era a explicação que a escravatura negra era uma forma de “introduzi-los na luz da religião cristã e da civilização”. São os absurdos da época, mas que têm respaldo contemporâneo no racismo velado em “sociedades cristãs”.
Estou na leitura de Escravidão, o primeiro volume de uma trilogia que está sendo escrita por Laurentino Gomes. O livro já estava na minha lista desde o ano passado, quando foi lançado. O autor explica a importância do tema: “O Brasil recebeu cerca de cinco milhões de cativos africanos, 40% do total de 12,5 milhões embarcados para a América”. Isso faz de nosso país a segunda nação com maior número de negros. Com dados atuais, Laurentino confirma por que os negros brasileiros “nunca foram tratados como cidadãos”, apesar da abolição da escravatura. Desigualdade presente na economia, educação, moradia, profissão – injustiças previstas por Joaquim Nabuco ao afirmar que “não bastava libertar os escravos, era preciso incorporá-los à sociedade como cidadãos de pleno direito”. Se hoje tanto se discute no Brasil princípios democráticos, o abolicionista afirmava que o grande problema da democracia brasileira não era a monarquia, mas a escravidão. Escravidão que persiste com outros nomes, amparada pela humanidade que escraviza quase a metade da população mundial na pobreza e na fome. E se o assunto é a discriminação racial, um historiador conclui que “racismo é consequência da escravidão”. Cremos, no entanto, que a raiz de toda esta maldade humana tem outro nome.
Por isso, quando Laurentino conclui que “a escravidão está na genética humana”, na nossa compreensão teológica, ela está na natureza espiritual do ser humano. Esse foi o entendimento de Paulo, submetido ao regime do império romano que, na época, oprimia cinco milhões de escravos: Os seres humanos “estão cheios de todo o tipo de perversidade (...) não têm amor por ninguém e não têm pena dos outros” (Rm 1.29,31). Chamado por Cristo para espalhar o Evangelho, o apóstolo sabia que não adiantava mudar as folhas da árvore, mas a raiz. Por isso não levantou bandeiras para lutar contra estruturas políticas, usou apenas o poder libertador do Evangelho. E assim, sugeriu algo surpreendente: os escravos deveriam obedecer aos seus donos como se estivessem servindo a Cristo, e os donos deveriam tratar os seus escravos com respeito. “Lembrem que vocês e os seus escravos pertencem ao mesmo Senhor, que está no céu, o qual trata a todos igualmente” (Ef 6.9), sugeriu Paulo. Se a proposta de Paulo é absurda quando hoje tanto se defende os direitos humanos, o que dizer da sua carta a Filemom? O apóstolo pede ao escravo fugido, Onésimo, que volte para seu dono, Filemom, enquanto orienta Filemom a receber seu escravo com respeito e amor. Num mundo acostumado na lei do “mais forte domina o mais fraco”, o que Paulo diz não tem sentido.
Mas o que tem sentido neste mundo de contradições? Se de um só homem Deus criou todas as raças humanas para viverem na terra (Atos 17.26), porque o absurdo da discriminação? A resposta está na ponta da nossa língua, e a solução também. Mas isso não basta. Tiago vai direto à questão, e pede cuidado para também não cairmos na incoerência: “Não sejam apenas ouvintes desta mensagem, mas ponham em prática” (1.22). E dá exemplos: “Nunca tratem as pessoas de modo diferente por causa da aparência delas” (2.1). Cita um exemplo bem comum: bajular os ricos e desprezar os pobres numa reunião da igreja. “Falem e vivam como pessoas que serão julgadas pela lei que nos dá a liberdade” (2.12), admoesta o apóstolo. Ou seja, devemos tratar a todos sob a lei do amor daquele que morreu na cruz pelas pessoas pretas, brancas, pardas ou qualquer cor. Parafraseando o padre Antônio Viera, que “o Brasil tem seu corpo na América e sua alma na África”, penso que o tema deste artigo é um grande desafio para a nossa IELB, que tem seu corpo no Brasil e sua alma na Alemanha.
Marcos Schmidt-pastor da IELB

domingo, 5 de julho de 2020

TEXTOS PARA LEITURA DO 5º DOMINGO APÓS PENTECOSTES.

  • 05/07/2020 
  • Trienal A
  • Sl 145.1-14
    Zc 9.9-12
    Rm 7.14-25a
    Mt 11.25-30

sábado, 4 de julho de 2020

CULTO DOMÉSTICO PARA 5 DEJULHO DE 2020

Um encontro que transforma vidas: o momento entre Zaqueu e Jesus ...

Culto Doméstico - 18/2020 – 05/julho/2020
5º Domingo após Pentecostes
(Este Culto foi preparado pelo pastor Julian Carlos Ditchum, de Primavera do Leste, MT. Agradecemos pela colaboração!)
Siga também em: ielbprudentopolis.blogspot.com
1. Saudação e acolhimento (pelo líder)
2. Invocação: Iniciamos em nome de Deus Pai, Filho e Espírito Santo, um só Deus para todo o sempre!
3.Oração: Bondoso e eterno Deus, como é bom podermos nos reunir neste momento de Culto Doméstico onde, em nosso lar, podemos refletir em sua Palavra de amor e salvação. Também podemos fortalecer a nossa fé em Cristo como nosso único e suficiente Salvador. Abençoa-nos neste momento tão especial. Em nome de Jesus. Amém.
4. Hino: “Jesus, em tua presença” (LS 65)
1. :: Jesus, em tua presença, / reunimo-nos aqui. / Contemplamos tua face / e rendemo-nos a ti / pois um dia tua morte / trouxe vida a todos nós. / E nos deu completo acesso / ao coração do Pai. ::
2. O véu que separava / já não separa mais; / a luz que outrora apagada / agora brilha / e cada dia brilha mais. / :: Para te adorar / e fazer teu nome grande / e te dar o louvor que é devido / estamos nós aqui. ::
5. Leituras Bíblicas: Salmo 145.1-14 e Mateus 11.25-30
6. Confissão de fé – Credo Apostólico
7. Hino: “Ó meu Jesus, se a ti eu não tivesse” (HL 274/ LS 99)
1. Ó meu Jesus, se a ti eu não tivesse / e se o teu sangue por mim não vertesse, / jamais sossego, paz e doce calma / teria eu na alma.
2. Ao pé da cruz me sinto confortado, / liberto estou de culpa e de pecado. / Em dor e pranto já não me angustio. / Em ti confio.
3. Em prece humilde venho ter contigo / buscando amparo no teu terno abrigo. / És compassivo, meigo e tão paciente; / sê-nos clemente.
4. De coração, Jesus, te agradecemos / por toda a graça que de ti obtemos. / Vem conduzir-nos, Salvador bondoso, / ao teu repouso.
8. REFLEXÃO
Texto: “Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso” (Mt 11.28)
Jesus chama os Apóstolos – Semeando Catequese
Tema: Que convite maravilhoso!
Que convite maravilhoso Jesus faz no texto do Evangelho de hoje: “Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso”! (Mt 11.28). Vamos ser sinceros, quem de nós não precisa de descanso. Pense naquele dia cansativo de trabalho, cheio de estresse e problemas. Ficamos ansiosos pelo final do período de trabalho para descansar, aliviar a nossa mente e também o corpo. Principalmente se podermos fazer algo que nos dê prazer. Então, vemos que o convite de Jesus é um convite atual e importante para o nosso dia a dia, afinal todos os dias precisamos de alívio e descanso.
Mas o convite de Jesus não fala exclusivamente sobre cansaço físico e nos afazeres do trabalho. Ele vai muito além disso. Este convite de Jesus é feito para aqueles que estão precisando de alívio e descanso espiritual.
Por isso as palavras finais do texto de hoje também devem estar presentes neste momento de reflexão sobre a nossa necessidade da ajuda e alívio que Jesus nos oferece. Que reconfortantes são as palavras de Mateus 11.30: “Os deveres que eu exijo de vocês são fáceis, e a carga que eu ponho sobre vocês é leve”. Infelizmente, algumas pessoas vão colocar toda a sua atenção sobre as palavras “exijo” e “carga” e não vão se alegrar nas palavras “fáceis” e “leve”. E ao colocar a sua atenção no foco errado, o convite de Jesus perde o valor e a eficácia para a nossa vida. Afinal, a exigência de Jesus ao seu seguidor e para aquele que ele quer aliviar é um coração confiante nele, em Jesus, como o único e suficiente Salvador.
Esta é a exigência de Jesus para nos aliviar e consolar. E esta exigência é fácil de se cumprir. Mas para isso é necessário o reconhecimento do ser pecador e carente de Deus. É necessário não se alegrar nos pecados e confiar que o que Cristo fez por nós na cruz é o suficiente para o nosso perdão, para a nossa salvação. Não se precisa fazer nada para conquistar o perdão, para obter a salvação. Não precisamos de boas obras para nos salvar. Não há nenhuma exigência quanto a isso, lembremos a única exigência é um coração confiante em Jesus como o único e suficiente Salvador. Por isso esse dever é fácil, confiar em Jesus, crer em Jesus, alegrar-se por ter o Salvador em sua vida.
“Venham a mim”, são palavras maravilhosas de Jesus mostrando que ele quer nos ajudar em todos os nossos momentos, não importando o que fizemos. Ele não fecha a porta, não coloca um muro para nos afastar, muito pelo contrário ele “rasga o véu que separava”, ele nos busca, ele nos salva, ele nos perdoa.
“Venham a mim, todos”, Jesus quer que todos estejam em contato com o consolo, alívio e perdão que somente ele pode dar. Não é necessária uma indicação, um merecimento, uma conquista. O amor de Deus é para todos aqueles que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, para aqueles que não conseguem se perdoar, para aqueles que estão vivendo na descrença, no pecado. Todos são o alvo do amor de Deus demonstrado por Cristo na cruz. Todos são aqueles que Deus quer que sejam salvos mediante a ação do Espírito Santo no Batismo e na Palavra.
Todos estão cansados e sobrecarregados pela condenação do pecado. Mas, infelizmente, nem todos reconhecem isto. Muitas pessoas acham que são perfeitas, que não erram, que não pecam, que não precisam de um Salvador, ou que podem ajudar na sua salvação. Ou ainda, que poderão resolver isto numa futura oportunidade. Mas o convite de Cristo é claro e importante, ele quer nos aliviar, mas para isto precisamos saber, reconhecer, quais são os nossos pesos e nossas cargas. Nós, pobres seres humanos, pecadores, não podemos carregar as nossas cargas, precisamos da ajuda de Jesus. E esta ajuda está ao nosso alcance mediante a Palavra de Deus que nos ensina o amor de Cristo por todos nós.
E quando reconhecemos o que Cristo fez por nós. Quando reconhecemos a nossa necessidade desse Salvador, reconhecemos também que devemos ter um coração apegado a este Salvador, amá-lo acima de todas as coisas, de todas as pessoas, até de nós mesmos, sabendo que o seu sacrifício na cruz, sua morte e a sua ressurreição, garantem para nós a vitória sobre o pecado, o diabo e a morte. Quer alívio maior do que esse? A vitória definitiva e eterna. E para viver esta vitória, que Jesus está convidando. “Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso”.
Jesus está nos prometendo o descanso eterno com o seu perdão e a sua salvação. É diferente do nosso descanso do dia de trabalho, no qual no dia seguinte começamos a jornada toda novamente, e talvez até mais dura e pesada. Pode ser que após uma noite de descanso tenhamos um dia duro de trabalho e sofrimento. Mas o descanso que Cristo oferece é o descanso eterno sem o peso do pecado, da condenação e da morte. E isto só Jesus pode nos dar. Por isso este convite é maravilhoso. E após estarmos com a nossas vida confiada a Cristo, resta apenas dedicar esta nossa vida, perdoada e salva, a viver e compartilhar o que ele fez por todas as pessoas.
Ouça o convite de Jesus, se apegue a este convite, viva este convite e também estenda este convite para todos aqueles que conheces e que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, para em Cristo encontrarem o descanso que realmente importa. Amém.
Rev. Julian Carlos Ditchum
9. Hino: “A minha fé, Senhor” (HL 412/ LS 137)
1. A minha fé, Senhor, / ponho em teu grande amor / e em teu poder. / Ouve ao que vem clamar / e humilde suplicar: / Teu sempre, sem cessar, desejo ser.
2. Meu coração sustém, / e guia em todo o bem / meu caminhar. / Dá-me, ó Jesus, Senhor, / por ti maior amor; / só para o teu louvor me vem guardar!
3. Quando eu, Senhor, andar, / e triste vaguear / na treva e dor, / ajuda-me, ó Jesus, / e muda a sombra em luz, / tornando leve a cruz por teu favor.
4. E quando, para mim, / a vida já ao fim / eu vir chegar, / ó santo Salvador, / nas tuas mãos de amor, / sem susto e sem temor eu quero estar.
10. Oração
Querido e eterno Pai, muito obrigado pelo convite de Jesus: “Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso”. Como precisamos deste descanso que somente podemos encontrar no nosso Salvador. Fortalece-nos para que possamos nos agarrar a este convite, pela fé, e vivermos confiante e confortados rumo a salvação eterna. Em nome de Jesus, nosso Salvador. Amém.
11. Oração do Pai Nosso (em conjunto)
12. Bênção (em conjunto)
O Senhor nos abençoe e nos guarde. O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre nós e tenha misericórdia de nós. O Senhor sobre nós levante o seu rosto e nos dê a paz. Amém.
Abençoado Culto!

sexta-feira, 3 de julho de 2020

REFLEXÃO - SEGURO NAS MÃOS DO PAI

Nas mãos de Deus - Pregações e Estudos Bíblicos
Lembrei de um dia em que caminhava de mãos dadas com minha filha. Enquanto ela segurava minha mão, andava na mesma direção que eu.
Num determinado momento soltei sua mão, e ela começou a distrair-se com o entorno. Quando percebi, ela já estava distante de mim.
Em nossa relação com Deus isso pode acontecer, quando achamos que não somos dependentes de Deus e que podemos andar sozinhos, nos distraímos com as coisas do mundo e nos afastamos de Deus. Afastados, não percebemos o cuidado Dele para conosco.
A Bíblia diz: "Eu sou o SENHOR, o Deus de vocês; eu os seguro pela mão e lhes digo: ‘Não fiquem com medo, pois eu os ajudo." (Isaías 41.13)
Em tempos de pandemia, em que o amor está esfriando e vemos a maldade aumentar, pessoas estão sofrendo com depressão e tristeza, e Deus nos diz em sua Palavra quem realmente é: Ele é Deus, o nosso Pai!
O Senhor quer pegar pela nossa mão, para que com toda a sua bondade e misericórdia possamos ser amparados e consolados. Ele pode nos guiar para o caminho verdadeiro e eterno, a saber: a Salvação por causa de Jesus.
Não devemos largar a mão do Pai. Com o Senhor Deus segurando nossa mão, o mundo pode desabar sobre nós, ainda sim estaremos seguros.
Lembremos sempre: Se tudo vai bem, Deus é Deus. Se tudo vai mal, Deus é Deus também. Ele é nosso Pai, e não largará nossa mão.
Fica calmo. Vai dar tudo certo!
Deus te abençoe.
Pastor Claudio Schreiber
Igreja Luterana de Piedade, SP

quarta-feira, 1 de julho de 2020

REFLEXÃO - A RAIVA

A RAIVA E AS PALAVRAS
Com raiva, geralmente, dizemos coisas das quais nos arrependemos. Sob a raiva, podemos achar que estamos invocando a justiça quando o que só queremos é a vingança. Sob a raiva, o recado que damos pode ser desproporcional, ferindo e causando dor em vez de solucionar os problemas.
Quando a raiva surgir, ouça o provérbio bíblico: “O tolo mostra toda a sua raiva, mas quem é sensato se cala e a domina” (Provérbios 29.11). Com a raiva dominada, a discussão nas conversas ou na rede social será produtiva, o e-mail ou a postagem levará argumentos sem espinhos, e o dia seguinte será melhor.
Oração: Salvador Jesus, perdoa-me por não dominar a raiva e ferir os outros e a mim mesmo. Ajuda-me com teu Santo Espírito para que a tua paz seja o árbitro em minhas decisões e relacionamentos. Amém.
Fonte: Hora Luterana