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domingo, 11 de fevereiro de 2018

REFLEXÃO

Carnaval
       Estamos entrando na semana do carnaval. Vamos falar um pouco dele. Por vezes as pessoas nos perguntam: Pastor, posso pular o Carnaval? Há até blocos de igrejas que se dizem cristãs. Isto nos leva à pergunta: Que espírito impera no Carnaval?
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      A Bíblia afirma: “Andai no Espírito e jamais satisfareis a concupiscência da carne... Os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gl 5.16-26). Será que Deus tem prazer no carnaval?
       O mundo, isto é, as pessoas que não conhecem o verdadeiro Deus, sempre procuraram e procuram alegrias nas paixões da carne, dando liberdade a seus desejos carnais. Assim, os povos antigos promoviam grandes festas com danças, bebidas fortes, que terminavam em orgias sexuais. Tais festas encontramos na antiga Babilônia, na Grécia e na antiga Roma, dedicadas aos deuses Baco e Saturno. Como, porém, tais festas vieram a florescer em território cristão?
       Nos primeiros séculos, os cristãos estabeleceram o tempo quaresmal, um período de 40 dias antes da páscoa, sem contar os domingos. O papa Gregório o grande (500 d.C.), fixou o último domingo antes da quaresma, como tempo de abstenção de carnes, com a expressão “ad carnes levandas, expressão abreviada: carne levale (carnevale). Um período dedicado à meditação sobre o amor de Deus revelado em Cristo Jesus, que veio ao mundo para salvar a humanidade do pecado, da morte e do poder de Satanás.
      Este período começa com a quarta-feira de Cinzas, denominado assim, por ser um período de arrependimento, um voltar-se de coração a Deus e renunciar ao pecado. Neste período, o povo cristão reunia-se, diariamente, após o trabalho, em suas igrejas para meditação e oração. Evitavam festas e tudo que pudesse desviar da devoção. Os hipócritas, pessoas que se dizem cristãos mas não o eram, detestavam esse período. Eles diziam: “Agora começa esse período chato. Vamos aproveitar a terça-feira e nos divertir a valer, dançar e beber”. Eles denominaram esse dia de “carne valet” (italiano popular) ou “carne levare”, isto é, carne adeus ou viva a carne. A esta festa logo se juntaram os antigos costumes pagãos. Faziam passeatas com carros ornamentados, especialmente de embarcações sobre rodas, nas quais se postavam mulheres semi nuas. Chamavam isto de “Carrum navale,” ou “currus navalis”, carros navios. Estas festas proliferaram especialmente no sul da Europa. Até o ano 1945, não se tem notícias de tais celebrações no norte da Europa. Hoje, no entanto, o Carnaval está espalhado por toda a Europa. Ao Brasil, o carnaval foi trazido pelos espanhóis, pelo século XI e XII.
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            Como cristãos se posicionam diante do carnaval? Apesar dos muitos elogias que o Carnaval recebe, tais como: É uma belíssima festa popular, folclórica. Largar-se uma vez, faz bem à saúde mental. É uma brincadeira gostosa. Exageros sempre houve e são inevitáveis, mas nem por isso, dizem muitos, deve-se condenar o Carnaval. Mesmo sendo tais afirmações hoje endossadas até por líderes religiosos, precisamos voltar-nos a Deus e ouvir a sua voz. Ouçamos:       - Andai no Espírito e jamais satisfareis a concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que porventura seja do vosso querer... As obras da carne são prostituição, impurezas, bebedices, glutonarias... a respeito das quais eu vos declaro, como já outrora vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam... E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gl 5.16... ).
      - O apóstolo Tiago escreve: “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tg 1.27).
      - E o apóstolo Paulo recomenda: “Fugi da impureza” (1 Co 6.18).
      Sabemos como é difícil manter-se incontaminado, com a televisão em casa. Quantas vezes erramos. Precisamos suplicar perdão a Deus e pedir ao Espírito Santo: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim espírito reto. Não me lances fora da tua presença, nem retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me alegria de tua salvação e sustem-me com um voluntário espírito. Amém.”
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      Sim, importa irmos a Jesus. Confessar a ele nossos pecados. Suplicar-lhe perdão e, pela fé na graça de Cristo, voltar à comunhão com Deus. O Espírito Santo nos guiará na luta contra o pecado e na prática do bem. Teremos prazer na lei de Deus. E experimentaremos o que significam as palavras: “Se o Senhor vos libertar, verdadeiramente sereis livres.”       Que Deus em sua graça nos fortaleça para resistirmos às tentações, lutarmos por vida santificada, louvando e servindo a Deus, e sermos fiéis a ele até ao fim. Amém.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

IR AO CULTO TODO DOMINGO?

O cristão precisa ir todos os domingos ao culto? Achei uma reflexão interessante sobre o tema: *Ir ao culto aos domingos É obrigatório?!? Veja que resposta interessante.*

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 *Fernanda-Joinville/SC*
*Pergunta:*
*–Olá * *pastor, paz do Senhor! Estou com uma dúvida e penso que o senhor poderá me ajudar. É preciso ir todo domingo ou final de semana ao culto?*
*Eu não tenho conseguido ir e minha mãe fala que é errado, porém eu penso que não adianta eu ir todos os finais de semana se não estiver bem para receber o que vem de Deus. Gostaria de uma resposta, pois isso tem me intrigado muito! Um abraço e que Deus o abençoe!*
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*Pastor Responde:* *–Fernanda, se você *entende que ir ao culto todos os domingos é uma obrigação, não vá.*
*Se você entende que ir ao culto todos os domingos é bobagem, não vá.*
*Se você entende que ir ao culto todos os domingos é muito chato, não vá.*
*Se você entende que ir ao culto aos domingos é perda de tempo, não vá.*
*Se você entende que não ir ao culto aos domingos é pecado, não vá.*
*Vá ao culto todos os domingos, Fernanda, somente nas circunstâncias abaixo:* *quando você entender que ir ao culto é uma resposta de amor a Deus por todo o amor que você recebe dele constantemente;*
*quando você entender que é preciso alimentar a sua fé com a* *Palavra de Deus e com o Pão da Vida que é Jesus; quando você entender que você participa de uma grande família e que, quando você não vai seu lugar fica vazio na mesa; quando você entender que não basta ter fé, é preciso viver a sua fé;*
*quando você entender que o domingo é dia de curtir a família, os amigos, a vida, mas também é dia de curtir o Deus maravilhoso que a ama de todo coração. Sabe,* *Fernanda, certamente você já deve ter experimentado aquela sensação de que o culto não muda. É tudo igual, tudo repetitivo, etc.* *Lembre-se, porém, que sua família não muda e você a ama; sua escola é a mesma, e você a frequenta; seus amigos são os mesmos e você não se enjoa deles. Você vai ouvir também de muita gente que ir ao culto só vale quando a gente tem vontade. Eu também acho. Mas também acho, querida, que devemos educar a nossa vontade para querer coisas boas que nos fazem crescer, que nos fazem felizes.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

NOTÍCIAS

Construções de templos na Angola evoluem
Telhados de Pontos de Missão começam a tomar forma, mas ainda faltam recursos para conclusão do Seminário

Construções de templos na Angola evoluem

 






     O trabalho de construção dos templos dos Pontos de Missão Cristo Rei e Siloe estão avançando em Angola. De acordo com o presidente da Igreja Luterana Confessional da Angola (ILCA), Rev. Benjamim Nzuzi Mavungo, as armações dos telhados dos templos foram pregadas, faltando apenas as chapadas de zinco.
     Ainda conforme o bispo local, em Luanda, todo material foi comprado e só estão aguardando a autorização da administração para erguer o telhado e dar continuidade, assim, à construção da capela.
     No Seminário local, as obras dos forros, mosaico e instalação da rede elétrica estão em fase de conclusão. O Rev. Benjamim Mavungo destaca que faltam recursos para a construção de dormitório, aquisição de mobiliários, pinturas e colocação de vidros e que ofertas para os mesmos são bem-vindas. Por fim, pede que continuem orando e auxiliando na sublime missão de proclamar o Evangelho para nossos irmãos africanos.
     Acesse a página da ILCA no Facebook.
     Confira esta e outras notícias desta área no blog do FAPI .

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

MENSAGEM

     "Aconteceu que, estando Jesus numa das cidades, veio à sua presença um homem coberto de lepra; ao ver a Jesus, prostrando-se com o rosto em terra, suplicou-lhe: Senhor, se queres, podes purificar-me. (Lucas 5.12).
      No tempo de epifania contemplamos Jesus ao revelar-se, por suas mensagens e feitos, como Filho de Deus e Salvador da humanidade.
      Certa feita, Jesus estava numa das cidades da Galileia, cercado por uma grande multidão. Eis que um leproso, coberto de lepra, veio à presença de Jesus. Na verdade, ele não tinha direito a isso. Como leproso, ele fora excluído da sociedade, devido ao alto grau de contágio dessa doença. Leprosos deveriam manter distância de pessoas saudáveis. Ele, no entanto, quebrou todas as regras e veio à presença de Jesus. Prostrou-se diante de Jesus. Não exigiu nada, como por exemplo: Cura-me! Disse somente: “Senhor, se quiseres podes purificar-me”. Ele o disse com humildade. Sei que não tenho direito de exigir nada. Sou indigno. Deixo tudo nas tuas mãos. Isto demonstrou fé. 
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As mensagens de Jesus não era uma propaganda, nem uma exigência ou ordem, como: Vocês precisam crer. Eram, porém, um convite, um oferecimento, um dar. O leproso compreender a mensagem de Jesus. Nele podemos ver a verdadeira fé. Ele disse: “Se queres, podes”! Ele sabia, eu não tenho direito de exigir nada, nem mereço nada. Mas tu que és infinitamente gracioso e vieste para nos libertar do pecado e do poder de Satanás, seja feia a tua vontade.
      Jesus lhe respondeu: Eu quero. Fica limpo. E no mesmo instante a lepra desapareceu do seu corpo.
      Eu preguei varias vezes sobre esse texto e gostava de, após a pregação, durante a semana, perguntar na reunião da diretoria, dos departamentos de jovens, e senhoras, em visitas: Vocês entenderam a mensagem. Restaram dúvidas, há perguntas? Desta forma eu tinha um retorno da pregação e podia aprofundá-la. Após uma pregação sobre esse texto, ouvi perguntas que anotei: Pastor, durante a sua mensagem me ocorreram várias perguntas: Que proveito nós temos hoje desse texto? Quantos doentes não podem encontrar hoje Jesus assim? Será que Jesus só ajudou a alguns doentes especiais e deixou muitos na multidão no seu sofrimento? Como vamos olhar para essa história?
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           De fato, em relação a essa história, as perguntas podem se multiplicar.  Vejamos a ação de Jesus mais de perto.
      Houve momentos em que Jesus curou a todos da multidão (Mateus 9.35; 12.15), mas nem sempre o fez assim. Muitas vezes, após uma cura muito significativa, como aqui, Jesus se retirou da multidão (v.16).
      É que Jesus veio não para proporcionar à humanidade dias melhores e mais felizes aqui na terra, mesmo que a vida cristã, muitas vezes, proporciona isso em parte. Jesus veio para salvar a humanidade de seus grandes inimigos: pecado, morte e Satanás. Ele veio para reconciliá-los com Deus Pai. Por isso Jesus revelou-se, por suas mensagens e seus milagres, que eram sinais de ser ele o Salvador prometido por Deus. Ele chamou as pessoas ao arrependimento e à fé no perdão de Deus. Ele disse: “O meu reino não é deste mundo” (João 18.36) Disse a seus seguidores que seriam odiados, perseguidos e mortos (Lucas 21.12) e os exorou à fidelidade: “Não temais os que podem mar o corpo, mas não podem matar a alma” (Mateus 10.28).
      Por outro, hoje todos têm acesso a Jesus. Ele vem a nós por Palavra e sacramentos. Ele convida todos: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28). E todos os que vem a ele humildes e com fé, ele atende. Os liberta dos males maiores, concede-lhes perdão dos pecados, vida em comunhão com Deus e a esperança da vida eterna. Quanto a nossos desejos materiais, saúde e prosperidade, seus filhos o pedem dizendo: “Seja feita a tua vontade” e sabem que Deus os guiará bem ao lar celestial, mesmo quando os responde: “Os meus pensamentos não são os vossos” (Isaías 55.8), os fiéis sabem que nas mãos de Jesus estão bem, mesmo sob a cruz. - HK

domingo, 4 de fevereiro de 2018

MENSAGEM

 
Lucas 16.16
        A lei e os profetas vigoraram até João; desde esse tempo vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem se esforça por entrar nele.
      Com o tempo de epifania, ao João Batista apontar para Jesus e dizer: Eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo (João 1.38), iniciou na Igreja um novo tempo, a saber, o Novo Testamento, com isso o Antigo concerto, ou testamento, chegou ao fim, foi abolido. [Observação: O que significa abolido? Chegou ao fim. Não vale mais. A lei moral, no entanto, inscrita nos corações, vale para todos os tempos. Mas, lei não salva. Ela mostra que precisamos de um salvador. Abolido, não significa riscar o Antigo Testamento da Bíblia. Cristo é o centro também no Antigo Testamento, que, com sua vinda cumpriu a lei, reconciliou a humanidade com Deus. E Deu fez um Novo Testamento com a humanidade. Mesmo assim, as histórias do Antigo Testamento nos são úteis em nossa vida santificada. O centro do Novo Testamento é Cristo e seu evangelho].
      Jesus disse aos escribas e fariseus, que contestavam sua pregação, e à multidão, entre eles publicanos e pecadores, que: A lei e os profetas vigoraram até João (Batista); desde esse tempo vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus e todo homem se esforça por entrar nele (v.16).
      Com a manifestação de Jesus como Messias, prometido no Antigo Testamento, começou o novo tempo. As leis cerimoniais, os sacrifícios e as profecias apontavam para Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos sua glória, glória como do unigênito do Pai (João 1.14). As leis cerimoniais caíram, as profecias se cumpriram em Cristo. Portanto, “a lei e as profecias vigoraram até João”. As profecias eram sombra de Cristo. Agora Cristo estava pessoalmente presente e sua mensagem, o evangelho, brilha como clara luz. Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai, se não por mim (João 14.6).  Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus (Mateus 4.17). A Igreja agora é composta de judeus e gentios. Não há diferença entre eles, nem privilégios para um ou outro. A todos é oferecida a graça de Cristo para salvação.
      A multidão, ouvindo a respeito do evangelho, afluía em massa. A mensagem do arrependimento, a proclamação do evangelho, do perdão dos pecados, moveu publicanos de pecadores, rejeitados pelos fariseus, a virem a Jesus. Eles se apegavam a ele com grande júbilo e alegria. Como hoje, quando um mercado faz uma grande oferta as multidões acorrem e se apertam para entrada, querendo cada qual entrar primeiro.
      Ao mesmo tempo, devemos ter certo cuidado na interpretação dessa passagem. Pois, a maioria das religiões cristãs entende por fé a ação da pessoa no apropriar-se da graça por seu arrependimento, por sua decisão por Cristo, por sua mudança de vida, etc. Eles dão valor ao Cristo “em nós” e não tanto ao Cristo “por nós”. O evangelho, no entanto, é a mensagem do Cristo “por nós”. A proclamação do que Cristo fez e ainda faz por nós. Ele se sacrificou por nós (Efésios 1.3-6; João 3.16). Ele reconciliou a humanidade com Deus. Deus Pai, aceitou o sacrifício vicário de Cristo em favor de toda a humanidade. Cristo convida os pecadores: Vinde a mim... (Mateus 11.28). O perdoar é algo que acontece no coração de Deus. Isto acontece e é anunciado, proclamado pelo evangelho. “Perdoados são os teus pecados”, pelo sacrifício que Jesus prestou na cruz. Não é em si a fé que nos justifica. A verdadeira fé se apega à graça de Cristo, oferecida nos meios da graça, Palavra e sacramentos. A renovação do coração, o Cristo “em nós”, é fruto da fé. Por termos a fé em nossa natureza carnal, que sempre se opõem à ação do Espírito Santo em nós, por isso, a renovação tem altos e baixos e jamais pode ser o fundamento da certeza da salvação. Há momentos de fraqueza da fé em que nós nos questionamos: Será que tenho fé? Será que minha fé é verdadeira. Será que sou templo do Espírito Santo? Nesses momentos só nos cabe uma coisa, mandar nossa consciência calar e nos apegar ao que o evangelho diz: Tem bom ânimo, perdoados estão os teus pecados – quer o sinta ou não.
Alguém talvez perguntará: Onde estão hoje esses tempos em que o reino de Deus é tomado à força, isto é, em que multidões afluem ao evangelho e se alegram com a mensagem do perdão? Tais momentos, em grau maior ou menor se repetem constantemente, quer em indivíduos, quer em congregações, quer em épocas. Por vezes uma congregação experimenta grande reavivamento. De momento, nossa igreja em Moçambique está experimentando tal momento e sem dúvida em outros lugares e países também.
      Ao mesmo tempo, há também momentos bem contrários, onde nos perguntamos: Sim, onde estão? Em relação ao povo judaico, em grande decadência na época, Jesus fez a mesma pergunta: A quem hei de comparar esta geração? Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações, e não pranteastes (Mateus 11.16,17). Infelizmente, o evangelho é hoje novamente rejeitado por muitos em diversos países cristãos. Então vale a eles a palavra de Jesus: Ai dessa geração perversa e pecadora (Mateus 12.29).
      Nós, porém, que experimentamos o poder da palavra de Deus, e nos voltamos em arrependimento e fé a Jesus, apegando-nos à sua Palavra, esforcemo-nos, enquanto é dia, para ler, meditar, aprender, estudar, memorizar e nos apoderar dessa preciosa palavra do evangelho e testemunhar dela, não temendo sacrifícios. Sabendo que, no Senhor, o nosso trabalho não é vã (1 Coríntios 15.58).
Horst Reinhold Kuchenbecker

sábado, 3 de fevereiro de 2018

MENSAGEM

Mateus 8.5-13
      Jesus lhe disse: Eu irei curá-lo. Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa, mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado... Ouvindo isso, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta (v.7,8,10).
      Após Jesus ter pregado em diversos lugares na Galileia, ele voltou para a cidade de Cafarnaum. O centurião de Cafarnaum mandou seus servos a Jesus (Lucas 7.1-10) com o pedido: Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente (v.6).
      O centurião romano era talvez a maior autoridade romana em Cafarnaum. Pelos relatos dos evangelho, ele foi uma pessoa nobre. Ele, tratou o povo judaico com benignidade e lhes construiu a escola, Sinagoga. Sem dúvida, participou ali também dos cultos. Conheceu, pelas leituras da lei e dos profetas, o Deus de Israel e creu nele. Sua fé mostrou-se através da benignidade para com os judeus e seu amor ao próximo. Teve compaixão com o sofrimento de um dos seus servos.
      Ao ouvir falar de Jesus, concluiu pelas profecias ser Jesus o Messias prometido, o Filho de Deus. Ele mandou alguns servos a Jesus com o pedido: Senhor, o meu criado está doente e sofre muito. Não temos aqui nenhum pedido, só uma informação. Em sua humildade, ele deixou tudo nas mãos de Jesus. Seus servos judaicos, intercederam por ele dizendo: Jesus! Ele é digno de que lhe faças isto; porque é amigo do nosso povo, ele mesmo nos edificou a sinagoga. Então Jesus foi com eles (Lucas 7.4,5). Provavelmente, alguns servos se adiantaram para levar a notícia ao centurião: Jesus está vindo! Ao que o centurião enviou outros servos a Jesus, que já estava perto, para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém, manda com uma palavra, e o meu rapaz será curdo, Ouvindo (Jesus) estas palavras, admirou-se dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta (Lucas 7.6-10; Mateus 8.8-10). Que elogio à fé desse centurião. Quem não gostaria de ter tal fé? Vamos contemplar esta fé mais de perto.
      Mesmo que os judeus o elogiaram, sendo ele uma alta autoridade na cidade, ele era humilde. Ele não se considerou digno, nem para ir pessoalmente a Jesus, nem para que Jesus entrasse em sua casa. Isto é fruto da fé. Reconhecer-se pecador indigno diante de Deus. [Em nossa era do positivismo, muitos julgam ser isso uma fraquezas de caráter, negativismo e até falta de fé]. Em segundo lugar, ele reconhece em Jesus uma autoridade que tem poder, como Filho de Deus e lhe diz: Manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado (Mt 8.8). Em terceiro lugar, sua fé se apega unicamente à Palavra de Deus. Diga somente uma Palavra. Está é a verdadeira fé. Em quarto lugar, sua fé se mostra pelo amor ao próximo. Mesmo sendo ele romano, da força de ocupação, que subjugou Israel, ele se mostrou benigno para com o povo subjugado e lhe faz bem. Tal fé brota do ouvir a palavra de Deus. Não podemos forçar ninguém à fé, nem por ameaças, nem por muitos argumentos. Importa, no entanto, anunciar a Palavra de Deus, tanto a lei para arrependimento, como o evangelho, para fé. Pois, a fé é obra do Espírito Santo que atua pela Palavra de Deus “onde quando lhe apraz”. A grandeza da fé se revela exatamente nisso: No reconhecimento de sua total indignidade, no confiar, quer o sinta ou não, unicamente na palavra do evangelho.
      Senhor, ajuda-me a dar ouvidos à tua palavra, meditar nela e estudá-la. Firma-me na confiança no evangelho para que atue em amor ao meu próximo. Amém

sábado, 13 de janeiro de 2018

NOTÍCIAS

Foi um dia especial para a Paróquia Evangélica Luterana Santíssima Trindade de Prudentópolis.
Pela primeira vez foi ordenado ao Santo Ministério um pastor, nesta Paróquia. Pastor Fagner Lopes Haese, que fez estágio aqui em 2016.
Também neste dia tivemos a despedida do atual estagiário, Giliarde Ribet.
Desejamos ao novo pastor Fagner as mais ricas bênçãos no seu trabalho em Belém, Pará.
E ao Giliarde sucesso no último ano de estudos no Seminário.
 
Abaixo algumas fotos do evento.